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Quando a procura de emprego põe a autoconfiança à prova

Quando a procura de emprego põe a autoconfiança à prova

O desemprego de longa duração pode afetar não só a estabilidade financeira, mas também a forma como as pessoas se veem a si próprias e às suas capacidades.

Quando alguém perde o emprego, a atenção centra-se, normalmente, nas dificuldades financeiras. No entanto, o desemprego pode também ter um impacto significativo no bem-estar mental, sobretudo quando se prolonga no tempo. À medida que as semanas se transformam em meses, muitas pessoas começam a questionar não apenas as suas perspetivas profissionais, mas também as suas próprias competências. A autoconfiança pode diminuir gradualmente, a motivação pode enfraquecer e até as tarefas do dia a dia, que antes pareciam simples, podem tornar-se mais difíceis. Esta é uma das consequências menos visíveis do desemprego de longa duração, mas é um tema sobre o qual importa falar mais.

Quando uma pessoa procura emprego durante muito tempo sem sucesso, pode perder, pouco a pouco, não só a confiança em si própria, mas também a convicção de que é capaz de mudar a sua situação. Na Psicologia, este conceito é conhecido como autoeficácia: a crença de que somos capazes de alcançar os nossos objetivos e de influenciar o rumo da nossa própria vida. Um elevado sentido de autoeficácia ajuda a encarar os desafios da procura de emprego como obstáculos que podem ser ultrapassados, em vez de os interpretar como fracassos permanentes. Quando esta crença enfraquece, a motivação tende a diminuir, o stress aumenta e torna-se mais difícil continuar a candidatar-se a novas oportunidades.

Com o passar do tempo, é fácil começar a pensar: "Não sou suficientemente bom." Na realidade, o resultado de uma candidatura depende de muitos fatores que estão para além do controlo da pessoa, como as condições do mercado de trabalho, o contexto económico ou, simplesmente, o momento em que a oportunidade surge.

Outro fator essencial para lidar com situações difíceis é a resiliência, isto é, a capacidade de recuperar perante as adversidades, adaptar-se à mudança e manter a esperança no futuro. A resiliência não é uma característica inata, mas sim uma competência que pode ser desenvolvida ao longo do tempo. Relações de apoio, a definição de objetivos realistas e o reconhecimento das pequenas conquistas ao longo do percurso são alguns dos fatores que contribuem para o seu fortalecimento.

O desemprego coloca frequentemente à prova a autoconfiança e a capacidade de perseverar. No entanto, com o apoio adequado, estas competências podem ser reforçadas e reconstruídas.

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